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  • Foto do escritorAdauto Fariajr

PERFIL GERACIONAL DE PACIENTES EM CONSULTÓRIO

Atualizado: 26 de mar.



Retomo aqui o perfil crescente do cliente atual , trazendo uma descrição sobre minha experiência de atendimento em consultório, baseada na abordagem da Análise Psicodramática (Victor Dias) e na psiquiatria geral, como conceitos epistemológicos.

As queixas e sintomas apresentados pelos pacientes mais jovens, estão mudando com o passar dos tempos em relação a procura por atendimento em consultório o que parece corroborar com um movimento histórico e social.

A chegada do paciente para consulta é movida por um sofrimento psíquico manifesto que aparece quando as contenções psíquicas saudáveis não comportam mais sintomas, estruturas psicológicas adoecidas.

Defino como “Angústia “a essência dos sinais e sintomas, que correspondem aos quadros psiquiátricos, onde a busca pelo tratamento surge pela falta de continência interna e falta de desenvolvimentos dos modelos cenestésicos e psicológicos, de um mundo interno, ligado a fatores de mundo externo e relacional do ser humano.

Temos então a 1. angústia do mundo interno a “patológica de estrutura”, do mundo 2. circunstancial e o 3. existencial

Na primeira Angústia: modelos valores e figuras internalizada, além das vivências do próprio indivíduo regem a liberdade e autenticidade do verdadeiro “Eu”. Podendo oprimir ou libertar: a vontade, ação, pensamento e o sentimento do paciente.

Na segunda angústia as circunstâncias de vida vão solicitar a parte saudável do paciente para lidar com as intempéries da vida: Exemplo, estresse do cotidiano.

Na terceira angústia temos projetos de vida em suas fases, como Adolescência ou Aposentadoria, também solicitando uma organização psíquica do viver.

Pacientes de gerações anteriores viviam em um mundo mais “analógico”, com um roteiro de vida mais definido e hierarquizado, esses pacientes tendem a ter uma Angústia mais ligada a opressão com menos liberdade para exercer suas vontades. Aqui temos os neuróticos típicos com sintomas obsessivos, fóbicos ou de atuação, entre outros quadros, onde refletem uma época que por um lado exigia e por outro normatizava. Por ex. as instituições: escolas religião, família, cultura eram mais sistemáticas.

Por um lado indivíduo, era oprimido e por outro aprendia a seguir o roteiro da vida com suas regras e acaba criando uma resiliência as frustrações, e também em relação a situações circunstanciais e existenciais ao seguir cartilha o foco de orientação e terapia é mais definido.

A gerações mais jovens com a vivência de um mundo mais livre, menos rígido e com muita informação e tecnologia, possibilita um paciente com menor opressão interna e menor conflito neurótico e com maiores opções de escolhas, pois a diversidade cultural se reflete: nas escolas, cultura, diversidade sexual entre outras situações e; instituições e culturas o que traz um lado positivo.

Mas em contrapartida, pois eles experimentam as muitas opções de forma fugaz e esses pacientes mais jovens tem uma “formatação” de um mundo mais tecnológico e informativo, onde a pluralidade vem acompanhada de um baixo limiar a frustração e menor tenacidade nos projetos.

Ou seja, os pacientes mais jovens não lidam bem com a frustração, e com as regras do jogo da vida, onde o tratamento passa mais por internalizar limites, e criar uma condição de amadurecimento e o foco não é diminuir opressão de mundo interno.

Queixas como dificuldade manter relacionamentos afetivos, busca ou manutenção profissional, entre outras são a demanda destes clientes, em contrapartida, as queixas dos pacientes anteriores é se libertar de projetos e figuras opressoras.

Pesquisas e levantamentos, mostram que como sintomas:  os índices de ansiedade e estresse aumentam gradativamente de um grupo para o outro. Sendo pior nos mais jovens.



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